O que estão falando sobre Cirurgia Plástica

As principais novidades da medicina estética

Orelha de abano

 

A orelha de abano é uma deformidade que afeta muito a auto-estima dos pacientes.

 

Por curiosidade, em culturas orientais, a orelha de abano é associada a pessoas de muita inteligência. O tratamento é cirúrgico realizado por cirurgiões plásticos, em geral traz resultados satisfatórios e rápido retorno às atividades escolares e profissionais.

  

Acho importante que o paciente se auto avalie e tenha consciência de seu corpo e de quanto a orelha de abano incomoda seu dia-a-dia. Recomendo que respondam perguntas como: Isso afeta sua rotina, te impede de realizar atividades que lhe dão prazer? Você se acha mais feio por conta das orelhas, elas te impedem de conseguir ou manter relações de namoro? 

Com relação às crianças, os pais podem perguntar aos seus filhos diretamente se a orelha os incomoda ou tentar perceber se existem situações de bullying na escola por conta do defeito. O problema impacta no desenvolvimento social da criança ou do adolescente, o impede de fazer amigos? A criança já se queixou do problema? A orelha é muito abanada e você já recebeu comentários de outras pessoas da família e amigos que acham que ele precisa fazer a cirurgia? O pai ou a mãe da criança já precisou corrigir orelha de abano no passado?

 

Seguem abaixo as principais dúvidas que recebo no consultório:

 

1) A orelha de abano é genética? Sim. 59% das pessoas que têm orelha em abano, tem outras pessoas da família com o problema.

2) Qual o tratamento indicado para a orelha de abano? A cirurgia que resolve esse problema é a otoplastia. O objetivo da cirurgia é criar as dobras naturais da orelha que são "apagadas" na orelha de abano, devolvendo equilíbrio e proporção entre orelhas e face.

3) Qual a melhor idade para operar? A partir dos 5 anos, quando já temos a orelha desenvolvida e praticamente do tamanho que terá na vida adulta.

4) A cirurgia dói? A cirurgia é realizada sob anestesia para que o paciente não sinta dor. Após o procedimento, é esperado que ocorra a dor decorrente da manipulação cirúrgica da orelha, receitamos analgésicos nesse período. A dor é muito variável de pessoa para pessoa, as orelhas são estruturas ricas em inervação e podem ficar mais sensíveis ao toque nos primeiros meses após o procedimento.

5) O resultado depende do quanto a orelha precisa ser corrigida? A cirurgia envolve diferentes técnicas que serão utilizadas segundo critérios e experiência de cada cirurgião. Em geral, busca-se um resultado natural, orelhas excessivamente corrigidas e coladas na cabeça têm sido evitadas. 

6) Quanto tempo dura a cirurgia? A cirurgia dura em média 2 horas

7) O Plano de saúde cobre? Os planos de saúde não cobrem a otoplastia. Alegam que são cirurgias de cunho estético

8) Como é o pós-operatório? O tempo médio de internação é de oito a doze horas. O paciente vai para casa com um curativo que é retirado após um período de 24 a 48horas da cirurgia.  Recomendo o uso de faixa no primeiro mês, acho muito importante o seu uso 24 horas por dia, porque diminui a chance de a orelha voltar a ser de abano.

9) Quando o paciente pode voltar às atividades normais? Em crianças, a recomendação é aguardar uma semana antes de voltar à escola. Nos adolescentes e adultos, a volta ao trabalho/estudo pode ser em dois ou três dias. Recomendo evitar  atividade física no primeiro mês e jogos com bola (basquete, futebol, queimada, etc) e lutas nos primeiros 2 a 3 meses.

10) A pessoa que fez a operação pode usar óculos? A haste dos óculos incomoda e deve ser afrouxada para o uso logo após a cirurgia. Durante o primeiro mês, o óculos podem ser usado por cima da faixa preso por esparadrapo. Há pacientes que usam a própria faixa para prender as hastes. Eles devem ser usados acima da inserção da orelha, sem apertar demais a cabeça.

11) A cicatriz fica visível? A principal cicatriz fica escondida na parte de trás da orelha. Em casos muito raros, pode ser necessário realizar um corte na parte da frente, mas cirurgião procurará esconder essa cicatriz em dobras naturais da orelha. Alguns pacientes, com tendências próprias a fazer cicatrizes aumentadas podem evoluir com cicatrizes do tipo quelóide.

 

No site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, você confere mais informações. Clique aqui.

 

ATENÇÃO: As informações deste artigo têm o objetivo de trazer a público questões médicas. Como recomenda a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP, escolha o cirurgião plástico de sua confiança para esclarecer suas dúvidas e fazer uma avaliação personalizada do seu caso.

 

 

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Cirurgiã plástica, graduada

pela USP, com residência em Cirurgia Plástica e Cosmiatria

 no Hospital das Clínicas da FMUSP

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Priscilla Lotierzo é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

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